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BOLETIM DE OCORRÊNCIA
Impondo a moral na moral

Impondo a moral na moral 

Um grupo de galeritos do Lírio do Vale, zona Oeste, resolveu comprar duas garrafas de cachaça e ir curtir a noite de ontem na praia da Ponta Negra, do jeito que Lúcifer gosta. Já que não dispõe de uma boa posição social, o único modo de chamar a atenção é se exaltando e tentar impor alguma coisa através da porrada. Eles logicamente acabaram arrumando confusão e espancando o ex-picolezeiro Francisco Wesley da Silva, 21, por causa de uma mísera pituca de cigarro. Francisco que estava acompanhado de sua gata, negou o cigarro para um dos galerosos e depois só sentiu uma voadora em suas costas. A porrada cantou e os outros galeritos pularam com os dois pés nas costelas do infeliz. A Policia Militar também entrou na festa e prendeu todo mundo.

 

A dança da morte

Ao flagrar sua amada numa performance pra lá de artística com um figuraça dançarino dos cabelos bem cacheadinhos e molhados com Sun Gloe, o marceneiro Paulo Roberto Fernandes de Souza, 34, morador do bairro Compensa 2, - que já estava bonecão - se deixou possuir por forças nada benéficas e entrou na dança com uma voadora na cara da amada.. O dançarino e outro homem tentaram impedi-lo aplicando uma seqüência frenética de murros e bicudas que deixaram o infeliz fora de combate. O pedreiro agressivo foi parar no Pronto-Socorro 28 de Agosto.

  

Doido para matar

Doido para fazer o mal, o galeroso Josildo Carvalho Martins, 20, já saiu para curtir uma balada com um 38 na cintura, justamente para largar a balada no primeiro que o olhasse torto, na noite de ontem, na avenida Grande Circular, zona Leste. Na entrada do forró, Josildo que se entorpeceu severamente de corote e outras porcarias, foi insultado por outro galerito, Orlando Ferreira Batista Júnior, 23, que estava a fim de um combate mano-a-mano. Sem pestanejar, Josildoy amassou o dedão no gatilho e mandou o infeliz para o João Lúcio com um balaço no meio dos peitos. Josildo foi preso pela Polícia Militar, mas estava feliz porque havia aliviado as vozes demoníacas que não paravam de falar dentro de sua cabecinha.

 

 
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